sábado, 12 de março de 2011

meus sambas

A canção a seguir é um poema meu musicado originalmente pela banda Pai Urso que tem agora uma nova versão com a banda Adelante Siempre, poema este construido sobre uma queixa de Adoniram Barbosa (Grande Mestre) pelas radios não tocarem seus sambas, e as mazelas da minha vida, pois naquele tempo nada que eu fazia, acontecia

ADELANTE SIEMPRE - MEUS SAMBAS - ENSAIO

terça-feira, 1 de março de 2011

SIBA

Caminho pela sala até chegar a cozinha, minha esposa fuma um cigarro diante uma porta fechada, é somente isso que sua esquizofrenia permite fazer, um cigarro atrás do outro e a sensação que a morte é a única saída, ela pensa constantemente em me matar e dar cabo em sua vida, a resperidona segurava a onda das alucinações, mas a médica achou melhor tirar pois achava que ela estava bem, e deu nisso, um zumbi diante uma porta fechada o lítio somente não resolve nada, ela quer que eu morra, fantasia em sua mente eu com todas as mulheres do mundo, com a sua filha, sua mãe, suas irmãs, vizinhas, qualquer mulher, eu não durmo velando sua insônia recheada de alucinações, a primeira vez que eu a tive, ela dizia ser Deus, e bebeu todo o vinho que eu tinha em casa, bem umas três garrafas enquanto detonava dois maços de cigarro, um outra ocasião quis quebrar a televisão só porque eu conhecia a atriz que atuava em um filme, depois de três meses ficou grávida, e continuou bebendo desbragadamente, em uma tarde enquanto eu dormia bebeu sozinha uma garrafa de cachaça dessas de alambique de péssima qualidade, no dia seguinte sofreu um aborto espontâneo, continuou bebendo, mas ai eu comecei a induzi-la a beber só cerveja, o que amenizou a loucura constante que ela vivia, passamos o natal e o ano novo numa boa, enfim eu estava feliz em um relacionamento, em Março de dois mil e sete uma nova gravidez, ela queria tirar , e eu queria ser pai, minha vontade prevaleceu, cuidei muito bem da sua gravidez, ela diminuiu o consumo de cigarro e de bebida, uma cerveja de vez em quando, em Dezembro nossa filha nasceu, com boa saúde, mas a da minha esposa nem tanto, lá no hospital a primeira crise alucinatória, ouviu vozes dizendo que enquanto ela estava no parto, eu trepava com duas morenas que eram nossa vizinhas, e saiu correndo pelas escadarias, quando por fim consegui dete-la ,ela gritou, um segurança me jogou de lado me enquadrando, perguntando se eu era realmente o pai da criança, dúvida que só foi sanada com a chegada da enfermeira e da medica que cuidava dela, suas crises foram aumentando, ela começou a me agredir e ofender constantemente , até que eu fui a um centro psico social e começamos o tratamento rapidamente abandonado por ela, ela continuou com pequena alucinações, até que em uma tarde começou a me agredir e me ofender, eu tolerei por seis horas tapas socos nas costa até que cansado daquilo , dei-lhe um tapa, o corpo dela pendeu para um lado ela tentou recuperar o equilíbrio e caiu para o outro lado, levantou-se e correu para cozinha, pegando uma faca para me matar, me tranquei em um quarto e pedi ajuda a casa vizinha onde minha irmã morava, minha irmã levou a nossa filha, e eu permaneci na casa, pois tinha medo que ela desse tentasse suicidar -se, pela manhã levei-a ao psiquiatra, ela retomou o tratamento e ficou bem depois de alguns meses, tão bem que a psiquiatra, retirou a resperidona e ela abriu uma nova crise agora só pensando em se matar fumando um cigarro atras do outro diante uma porta fechada