terça-feira, 17 de abril de 2012

O CANTO DO VIGARIO

Meus dedos não contam mais mortos
no chão sujo, na suja imensidão
paro na pista, despisto o tira
que arma a cilada na traição.

Eu cuspo na cara do cara
que não acredita na civilização

Danço caindo no chão batido
do barraco da favela
ser bandido e minha novela
minha mãe descrente
acende uma vela que queima em vão

Eu cuspo na cara do cara
que não acredita na civilização.





este poema foi feito a partir da chacina ocorrida em Vigário Geral
Musicado por Tio Gomes, e está sendo publicado a para meu amigo Paulo Alvarenga