quarta-feira, 2 de abril de 2008





essa é a grande arte do nosso amigo Bode inspirada na lisergia de Vinho Natal e Velho Barreiro

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

O PAPAGAIO CANTOR

Hoje eu tenho certeza que até os deuses conspiram contra minha pessoa, hoje foi a prova final, nada mais resta a não ser me amargurar, sorver toda bebida do mundo para morrer de cirrose, pular da ponte ou quem sabe um tiro na cabeça, vou relatar a vocês o fato que me faz pensar nessa saída drástica para minha vida, estou desempregado á vários anos o que me levou a viver de subempregos, a dita economia informal, pintar portões, limpar terrenos, catar sucata, e carregar entulhos, a merreca que ganhava com isso servia para manter a casa de forma até que satisfatória para quem tem uma vida simples, comer tipo dois, carne de segunda, carcaça de frango, frutas da época, bom, eu até viveria assim mas minha mulher de jeito nenhum, a filha da puta gastava cem reais todo mês na cabeleireiro, mais uns oitenta com produtos de beleza, e a conta telefónica chegava nos cento e cinquenta, a porra da mulher não fazia nada, e só exigindo do mané aqui os confortos de uma dondoca, sorte que a casa era própria coisa que eu adquiri quando ainda era solteiro e esse bairro não tinha porra nenhuma, senão meu irmão ai é que eu estava fodido, bom mas vamos a história.

A um ano atrás um amigo meu da juventude me encontrou e descobriu o enrosco que eu estava, falou então que a mãe dele morrera de forma trágica em sua própria casa, tendo seu corpo cortado ao meio pois subira no vaso sanitário e este quebrou sob o seus cento e vinte quilos, ele nem aventava a ideia de ir mais aquela casa, e me deu a chave para que de lá eu pudesse tirar tudo que lá estava e vender para apurar um dinheiro, e quem sabe até montar um comercio, fui até Guarulhos onde ficava a tal casa uma construção antiga, e cheio de coisas antigas vasos com plantas que eu passei sob consignação a uma loja de paisagismo e os móveis, panelas e objetos de decoração e eletrodomésticos pus na garagem de casa e fui vendendo, apurando uma boa grana tanto que até comecei a comprar de terceiros e revender moveis e tudo relativo a coisas usadas para o lar, na casa também tinha um fusca setenta e dois, liguei para ele ele falou que podia ficar com o carro, tudo que estava na casa era rigorosamente meu, até o papagaio de estimação da velha, e esse papagaio é que me leva a pensar a dar cabo de minha vida, levei um mecânico pra fazer o fusca funcionar, com o carrinho em cima pus o papagaio dentro do carro, e rumei para a minha casa em diadema, passando antes na imobiliária para deixar a chaves da mesma para a venda. a chegar na minha casa o papagaio avistando minha mulher deu um assobio desse de cantada e emendou logo de cara `que gatinha´ minha mulher ficou fascinada com o bichinho que a partir daquele dia começou a ter um tratamento melhor do que eu naquela casa, ela passava o dia inteiro ouvindo Roberto Carlos e fazendo carinho naquela ave, que toda vez que me via soltava pequenas ofensas , o bicho feio chegou, cachaceiro e outra idiotices de papagaio, depois de seis meses qual não foi minha surpresa, estava assistindo o programa do faustão e apareceu minha mulher com o papagaio, o filho da puta cantou uma musica do Roberto Carlos inteira foi ovaciona pela plateia, naquele dia mesmo ganhou vinte mil reais, e assinou um contrato de exclusividade com a globo, mas com permissão para qualquer tipo de comercial, a mulher comprou carro importado, gaiola de ouro para a ave, e a ração também era importada, mulher nem mais olhava para mim, um dia eu fique injuriado com a paradeira da loja, resolvi ir para casa mais cedo, no quarto da mulher a ave cantava cavalgada do Roberto, com alguns intervalos, e nesses intervalos a mulher gemia, abri a porta sorrateiramente, e vi a ave cantando e lambendo o grelo da filha da puta, que se contorcia de prazer, nem quis olhar mais, fui para cozinha e fique sentado bebendo cerveja, liguei o radio para não ouvir a voz do papagaio, porra de merda a cidade mais fodona do pais não tem uma rádio de jaz, e mesmo sendo corneado por um papagaio você tem que ouvir cada merda na programação, depois da terceira cerveja a mulher aparece com o infeliz do papagaio no ombro, eu já emendei logo a primeira frase

_Porra mulher, tu tá trepando com essa porra de passarinho, a mulher falou que não era passarinho era ave, e que eu respeitasse mais o coitado que ele era um artista sensível; sensível e chupando aquela porra de buceta fedorenta, parei com tudo e falei que ia juntar minhas coisas e ir embora, peguei minhas roupas pus na mala, e quando ia saindo ouvi o papagaio

_ pode ir embora que eu assumo a casa, seu otário!

Aquela frase bateu no fundo, pensei em voltar e matar aquela ave tagarela, mas a filha da puta da mulher ai é que iria me foder. então vim ate esse bar e comecei a beber," deixa que eu assumo a casa", vai vendo só.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

HISTÓRIA DE UM VELHO BOTECO

Alípio entrou no bar, noite quente em pleno inverno, o famoso veranico como diriam os meteorologistas, Toninho Palito bêbado feito uma porta proferia uma dúzia de palavrões em uma dezena de palavras, mane dentro do balcão com sua gagueira contava uma história para o Zé Barriquinha, e eu tomava uma jurubeba com cachaça, Alípio nos cumprimentou com um boa noite geral para não gastar a mão com bêbados, em um bar que não tinha pia no banheiro para a higiene das mãos, Palito já o elegeu de o otário da vez e já entrou de sola com um papo besta e sem sentido que começa com a sexta dose de cachaça e termina com a cara na sarjeta, Alípio tolerou a conversa com a paciência de um monge tibetano, mas quando Palito falou de Rute, sua esposa, que já não tinha uma moral muito elevada no quesito fidelidade conjugal, foi a vez de Alípio entrar de sola como um beque da terceira divisão.
-Ai! Palito dou dez conto pra comer a sua mulher.
-Dez conto pra que?
-Pra comer sua mulher
-Dez conto, ta feito.
Todos olharam estarrecidos para Palito, que balançava no veneno da cachaça, pegou o dez contos do Alípio, virou par o Mané, e pediu duas cervejas e uma garrafa cinqüenta e um.
Mané tentou falar com Palito que aquilo era loucura, mas Palito falou que a vida era sua e a mulher também, com as garrafas na mão partiram os dois rumo a casa de Palito, que morava no fundo do quintal da casa da tia, Barriquinha seguiu os mesmo tomando cuidado para não ser notado, quando chegou junto à janela viu Palito procurando um abridor de garrafa, e Alípio tirando a s calças e entrado no quarto, depois só ouviu os gemidos de Rute, o processo foi rápido, pois mal entrou já saiu, aproveitou e tomou uma talagada de cachaça, e um copo de cerveja, deu uma aprumada no cabelo e saiu, Barriquinha aproveitou o porre do Palito e adentrou no quarto, Rute o recebeu de pernas abertas, mas barriquinha percebendo a porra de Alípio escorrendo na boceta de Rute pediu para ela ficar de quatro e sentou a pùa no brioco dela, Meia hora depois barriquinha voltou ao bar, contou a história toda omitindo detalhe de sua ação, quando foi intimado se comera também a mulher do Palito, respondeu sorrateiro:
-Que é isso gente, só fui atrás.

HISTÒRIA DE UM VELHO AMOR

O sol batia forte no asfalto o calor fazia os poros dilatarem para o suor ácido escorrer empapando a camisa, eu olhava desconsolado para a porra do motor daquela merda de carro oitenta e sete, e não via alternativa a não ser ligar para o mecânico, fui até o orelhão e mandei cartão, o cara só poderia me atender no final do dia, então sem poder fazer nada me lembrei de Lígia, ela morava duas ruas abaixo de onde eu estava, e com certeza sábado a de manhã ela estaria em casa, minha relação com Lígia sempre foi boa, e quando um dos dois saia de algum relacionamento entrava em contato para um perdido no fim de semana, ou pela madrugada nosso caso era tal qual maré ia e vinha no sabor dos ventos, só foi falar seu nome que ela apareceu, camiseta branca com um slogan panfletário e um short de algodão solto no corpo,
-Entra velho João, disse ela beijando meu rosto e me dando um forte abraço, fomos para os fundos da casa onde sua mãe estava sob o sol sentada em um banco de jardim conversado com a empregada que pendurava roupas no varal, dois cachorros dessas raças minúsculas aporrinhavam com latidos estridentes e eu na ressaca eterna mantinha a calma, olhando a pernas de Lígia, sua mãe ao me ver passou uma geral na história atual da minha vida, com aquela conversa, que tu ta fazendo?, quando tempo e mais outras conversas de carola, o chão do quintal estava repleto de merda seca das miniaturas de cachorro me lembrando mini quibes, a empregada terminou de estender as roupas, e junto com a mãe de Ligia foram ao supermercado, Ligia veio com duas latinhas de cerveja antes de eu dar um primeiro gole ela me beijou na boca e um beijo gelado e gostoso com sabor de cerveja, juntei seu corpo perto do meu e toquei lhe o seio, ela deu um gemido sorvi um gole grande de cerveja e retribui o beijo gelado enfiei minha mão sob seu short e ela gemeu mais ainda sentou sobre mim derramou cerveja na minha cabeça enquanto eu sentia a divisa da suas nádegas no meu pau, ela lambeu meu rosto molhado de cerveja quando acabou esse ritual, entramos na casa, pulamos na cama tirando nossas roupa, ela ficou de quatro e eu a cobri devagar enquanto ela gemia e falava palavrões, depois de alguma bombadas sua vagina começou a espumas enquanto isso seu anus contraia e dilatava, de repente ele abriu mais que o normal e de lá saiu uma merda seca tal qual a do cachorrinho dela, eu não contive e falei.
Porra mina tu ta cagando enquanto a gente trepa, ela tombou de lado com os cabelos desgrenhados, seu olhar era triste, e ficou soluçando, e eu naquelas sem saber o que fazer, e aquela merda entre nos dois, seu choro foi aumentando sua mão correu pelo colchão e parou na gaveta do criado mudo de lá ela tirou uma tesoura e partiu para cima de mim tentando golpear meu peito segurei seu braço e com outra mão dei-lhe um forte soco bem no meio do rosto, o sangue saiu de forma tímida de sua boca, e ela desmaiou, olhei-a ali inerte e fui tomado por um tesão danado fui para cima e comecei o coito ela gemia e mexia a cabeça, despertando do desmaio, deu alguns socos no meu peito que foram diminuindo de força enquanto o gemido dela aumentava puxou minha cabeça e me beijou com gosto de saliva e sangue, gozamos juntos, tombei meu corpo para o lado, e mais que rápido levantei da cama, fui para cozinha e peguei uma cerveja, aquela experiência tirou toda minha calma e paz l, puta que pariu, eu só queria uma transa normal e o negócio descambou para escatologia, ela entrou na cozinha com os olhos mareados, se aproximou de mim como pedindo um afago, abracei seu corpo e ela chorou pediu que eu fosse embora e não aparecesse até ela me ligar, coloquei minha roupa e fui embora, com o gosto de despedida e cerveja, tendo na minha mente que aquela maré nunca voltaria a bater na minha praia, os merdas dos cachorros latiam para mim, passei pela mãe e a empregada me despedindo só com um balançar de cabeça, fui até a padaria pedi uma cerveja, uma pinga com limão e um lanche enquanto esperava o mecânico, evitei olhar para a estufa de salgados, pois o medo de ver um quibe lá dentro podia me lembrar àquela manhã, o mecânico chegou e tomou um rabo de galo antes de irmos ao carro, ele sanou o problema com rapidez e o caro velho começou a funcionar, dei-lhe trinta reais pelo serviço e conferi, o que sobrou, aquela grana daria para um porre servido numa birosca qualquer, dei partida e.Sumi na avenida, Na boca o gosto de saliva, sangue e cerveja.

ELA DISSE ASSIM

-Vai embora Amâncio, o Roberto pode chegar a qualquer hora, e se ele te encontrar aqui nem sei o que pode acontecer.
-Mas Mirtes, só mais um pouco.
-Não, você lembra da última vez, ficou todo arrebentado.
-É que hoje faz dez anos que nos conhecemos, ao ouvir aquilo Mirtes respirou fundo e abraçou Amâncio e caíram na cama no mais puro amor da terra naquele momento.
Roberto abriu a porta de casa foi até a cozinha abriu a geladeira e no congelador estava sua garrafa de vodca sempre gelada que Mirtes comprava para satisfazer Roberto, depois de sorver uma dose com satisfação Roberto caminhou até o quarto e ao abrir a porta a cena nada prazerosa se revelou.
-Seu filho da puta desgraçado, eu falei que eu iria te matar se te apanhasse de novo aqui, e sacou do revolver, Mírtes pulou nua na frente da arma, suplicando pela vida de Amâncio que rapidamente juntou suas coisas e saiu correndo enquanto Mirtes segurava Roberto.
Amâncio vestiu-se no quintal e partiu para a rua entrando no primeiro bar e pedindo logo um copo cheio de cachaça, no quarto Mirtes levara várias tapas na cara pontapés e socos seu corpo com mancha vermelha e traços de sangue, e assim ela caiu nua no chão, Roberto acendeu um cigarro sentou na beirada da cama fumava com calma olhando o corpo nu de Mirtes, tirou os sapatos e começou a roçar seu pé no dela e com calma foi subindo pelas pernas de Mirtes, parou um tempo nas coxas, mirtes agora dava pequenos gemidos, ele tocou perto de sua vagina, e ela abriu a pernas, ele penetrou com o dedão do pé e ela remexendo puxava o pé dele para sua vagina, ela rapidamente ficou de quatro pedido que ele a penetrasse com o pé inteiro, ele da cama empurrava com força e ela urrava, os anus de Mirtes estava úmido e Roberto puxou com força mais um trago, tirou o pé de da vagina e se pos ajoelhado atrás de Mirtes e a penetrou com calma sem largar o cigarro, quando o cigarro estava para acabar ele olhou para o anus de Mirtes e lá ele apagou o cigarro, Mirtes gritou tentando se afastar, Robert a segurou forte, ela rendeu-se e foi, curvou seu corpo sobre o dela e a mordeu em todos os lugares onde sua boca alcançava e assim foi até a hora do gozo; no bar Amâncio já estava na quarta cachaça e na segunda cerveja, triste pensando no que o merda do Roberto estava fazendo com Mirtes, ele tinha vontade de matar Roberto, mas o amor que ele sentia por Mirtes, e essa pelo Roberto, não o deixavam praticar tal ato, e pediu a quinta dose de cachaça, triste por saber Que e le na verdade era o dono da casa e o marido, Roberto, o amante, e Mirtes a puta que era.

sábado, 5 de janeiro de 2008

O Etílico Fim de Policarpo

Dizem que palavras sábias logo pela manhã adoçam o resto do dia de qualquer ser humano, Policarpo discordava dessa teoria, pois alem de ser diabético, odiava qualquer tipo de conversa pela manhã, a primeira pergunta ele tolerava, na segunda o sangue ia para cabeça, na terceira ele descambava para total ignorância aquela manhã quente de Janeiro prometia um belo domingo, mas a tristeza já cercava a alma de Policarpo deste o dia anterior em que soube da morte de um grande amigo, que fora atropelado sexta a noite na porra da auto estrada que levava para o litoral como dizia Policarpo o rio de asfalto frio que cortava sua cidade, e o enterro seria realizado naquela manhã de domingo, Policarpo foi ao velório no sábado o cemitério era um desses cemitérios jardins que começaram a surgir na década de oitenta e se espalhara por quase todas as cidades da região metropolitana de São Paulo, Policarpo tomou um café requentado tirou o carro da garagem e se pôs a caminho, era oito e trinta da manhã quando Policarpo adentrou com sua variante sete dois o estacionamento do cemitério, um lugar bucólico que transmitia muita paz, o cemitério era em um vale com um resquício de mata atlântica e um lago dava o toque final ao cenário, Policarpo sentiu um frio estranho devido aquele silêncio sepulcral, se aproximou de alguns amigos comum ao morto e entabularam a mesma conversa que corre em qualquer velório, que o cara era pedra noventa, passara alegre no bar, e outras façanhas praticada pelo agora saudoso defunto,Policarpo se cansou daquela conversa e partiu em direção ao portão do cemitério, pois havia um bar próximo á entrada, bar que ele já frequentara em outros velório inclusive com o morto em questão, chegou junto ao balcão e pediu sua usual cerveja, mas a tristeza daquela manhã de domingo e a amizade pelo irmão de fé que se fora, fez com que ele pedisse ao dono do bar uma pinga de alambique no qual foi rapidamente atendido, comeu um pastel, tomou outra cachaça, terminou com a cerveja pediu outra acompanhada de mais uma purinha e arrematou o pedido com mais cachaça, ele não era afeito a beber destilados, sua praia era a cerveja e aquelas doses subiram de forma vertiginosa para cabeça de nosso amigo, que retornou ao cemitério, agora emotivo pelo efeito da bebida, entrou no salão onde seu amigo estava sendo velado, comprimentou os irmão do defunto, se postou do lado do caixão que estava lacrado, e com os olhos fechados iniciou sua oração pagã, pois não tinha nenhuma religião e até nutria certo ódio por elas, pediu paz ao espírito do amigo e que se houvesse algum Deus coordenando a porra dessa vida que parrasse com essa violência e tanta morte então se entregou aos pensamentos tristes e as alegres lembranças, quando foi interrompido por duas senhoras que vinham do velório ao lado, e ao verem o caixão lacrado cutucaram Policarpo e perguntaram em voz alta porque o caixão estava lacrado, Policarpo desperto do seu quase transe respondeu em voz alta

_É que ele não quer ver a cara das duas: todos olharam para Policarpo as velhas partiram entre resmungos para o outro velório, Policarpo fechou novamente os olhos, riu por dentro e conversando com o amigo defunto.

_Sinto muito mano, mas essa eu não eu não podia deixar passar: dando uma gargalhada silenciosa que aliviou sua alma, depois de acompanhar o enterro, voltou com sua variant sete dois e mais dois camaradas parando em tudo que que era boteco e tomando todas que podia, no final de semana seguinte mais um velório, e eu estava lá, ao lado do corpo do amigo Policarpo, vitimado por uma forte cirrose.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

O Tal Messias

O sol era forte, mesmo sendo tarde o calor inclemente me levara ao bar do Zé Preto para uma cerveja bem gelada, o movimento fraco pois as empresas não tinham despejado seu funcionários para o pit stop da cachaça noturna, Zé estava sentado do lado de fora do balcão numa preguiça que vem depois do almoço sua radiola tocava vaquejada coisa da sua terra natal no sertão bahiano, o um unico cliente se apoiava no balcão prostado diante sua cachaça seu nome, até então para mim era Messias mas o até então se altera devido a conversa que segue a minha entrada no bar
- Ai Zé, como vai o molho?
-Tá foda João, o dinheiro sumiu, tá uma paradeira geral.
- Eu que o diga meu irmão ja corri uns trinta quilometros fazendo cobrança e só ganhei promessas para daqui dois dias.
-Sei como que é meu caderno ja tem pendura de três meses e nada ja tô cortando todos os fiados.
- É Zé tá foda, mas salta aquela breja gelada para tirar a quiaca desse calor
- É prá já
O Zé trouxe uma breja vestida de noiva na temperatura certa para refrescar aquele dia de cão passado dentro de um carro velho andando pelas quebradas da minha cidade, fazendo cobrança de aluguel, o que mais fodia era as porras das escadas, a cidade era morro atrás de morro e cosequentemente escada atrás de escada. meu joelho velho detonado no futebol ardia, a roupa empapada em um suor ácido, sorvi o primeiro gole e neste foi o primeiro copo enchi novamente dei um gole que bateu na metade e entabulei uma nova conversa
- To precisando ver o Salsicha , pois o filho da puta fez uma bosta de trampo em uma casa e a velha que que eu pague um novo pedreiro.
- Faz tempo que eu não vejo esse cara, sumiu.
- E pior que eu nem sei o o nome do cidadão, para tentar puxar um telefone ou um endereço
- Eu Tambem não sei não
- Porra Zé tem uns caras que eu conheço a mais de trinta anos e só sei os apelidos nem o primeiro nome certo eu sei, tem o Porungaba, Paçoca, Tição, Pagodinho, Rato, Galango, Piruska, mas não sei o nome de ninguem só o apelido, até de você, te chamo de Zé Preto mas não sei o seu nome, e nem sei por que Zé Preto se tu é branco,
- João meu nome é Zé Antônio, e Zé Preto e porque eu era vigilante noturno e só andava de preto ai era o Zé de preto para lá Zé de preto para cá e no final ficou Zé Preto, mas eu tambem fico nessa, eu tenho um monte de clientes que e só apelido, nem tem como saber, por exemplo o Messias aqui a gente sabe que o nome dele é Messias por que Messias é nome.
nessa Messias entra com um forte sotaque mineiro e já destrincha a observação do Zé sobre seu nome.
- O Zé, Meu nome num é Messias não, Messias é Apelido Meu Nome é e Dino, Dino da Cruz.
o Zé lançou um olhar de Zé eu eu cai na risada.
- Então seu nome não é Messias ? inconformado o Zé perguntava
- Num é não Zé, é Dino
E na curiosidade eu perguntei o porque desse Dino, pois isso sim que era apelido ele falou que o seu pai quando saiu para batiza-lo a sua mãe falou o nome que era para por no menino mas o porra do velho encontrou uns amigos que queriam mais é um motivo para beber, e um bom motivo era o nascimento de um filho de um amigo, beberam até quase a hora limite do cartório fechar, quando o velho chegou em frente a escrevente nem se lembrava mais do nome que era para colocar no menino, buscou na mente enovoada pela cachaça e nada saia de lá pensou em colocar o seu nome acrescido de filho , mais dois Galdinos na cidade ele achou demais então teve a idéia de colocar só parte do seu nome Gal era nome de mulher, então ficou Dino, mas a familia nunca o chamou pelo nome de registro e sim pelo nome que sua mão queria o tal de Messias