Tudo que eu tenho e fiz não deu em nada
ja não sei onde estou
Correndo contra o vento, correndo contra o tempo
o meu tempo acabou
personagem de novela, cuja tela é a janela
desse edíficio sem elevador
Tanto tempo juntos, você cortou os pulsos
veja, foi minha alma que sangrou
A loucura é a dança da delicadeza
e voce pode cortejar a alegria e a tristeza.
sexta-feira, 1 de março de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
A verdade meu irmão
é que as vezes Deus da uma de arregão
é só olhar em volta e ver a merda
ai você vai saber que Deus também arrega
a criatura onipresente se faz de cega
a salvação a muitos nega
fome, seca, miséria e destruição
é ai que ele da uma de arregão
você pode até gritar, dizer que sou maluco
mas e ai, por que as vezes ele fode com tudo ?
você ora, jejua, a ele se entrega
vem um malandro de da um tiro na testa
e ai, eu te falei que deus arrega
é que as vezes Deus da uma de arregão
é só olhar em volta e ver a merda
ai você vai saber que Deus também arrega
a criatura onipresente se faz de cega
a salvação a muitos nega
fome, seca, miséria e destruição
é ai que ele da uma de arregão
você pode até gritar, dizer que sou maluco
mas e ai, por que as vezes ele fode com tudo ?
você ora, jejua, a ele se entrega
vem um malandro de da um tiro na testa
e ai, eu te falei que deus arrega
terça-feira, 17 de abril de 2012
O CANTO DO VIGARIO
Meus dedos não contam mais mortos
no chão sujo, na suja imensidão
paro na pista, despisto o tira
que arma a cilada na traição.
Eu cuspo na cara do cara
que não acredita na civilização
Danço caindo no chão batido
do barraco da favela
ser bandido e minha novela
minha mãe descrente
acende uma vela que queima em vão
Eu cuspo na cara do cara
que não acredita na civilização.
este poema foi feito a partir da chacina ocorrida em Vigário Geral
Musicado por Tio Gomes, e está sendo publicado a para meu amigo Paulo Alvarenga
sábado, 12 de março de 2011
meus sambas
A canção a seguir é um poema meu musicado originalmente pela banda Pai Urso que tem agora uma nova versão com a banda Adelante Siempre, poema este construido sobre uma queixa de Adoniram Barbosa (Grande Mestre) pelas radios não tocarem seus sambas, e as mazelas da minha vida, pois naquele tempo nada que eu fazia, acontecia
terça-feira, 1 de março de 2011
SIBA
Caminho pela sala até chegar a cozinha, minha esposa fuma um cigarro diante uma porta fechada, é somente isso que sua esquizofrenia permite fazer, um cigarro atrás do outro e a sensação que a morte é a única saída, ela pensa constantemente em me matar e dar cabo em sua vida, a resperidona segurava a onda das alucinações, mas a médica achou melhor tirar pois achava que ela estava bem, e deu nisso, um zumbi diante uma porta fechada o lítio somente não resolve nada, ela quer que eu morra, fantasia em sua mente eu com todas as mulheres do mundo, com a sua filha, sua mãe, suas irmãs, vizinhas, qualquer mulher, eu não durmo velando sua insônia recheada de alucinações, a primeira vez que eu a tive, ela dizia ser Deus, e bebeu todo o vinho que eu tinha em casa, bem umas três garrafas enquanto detonava dois maços de cigarro, um outra ocasião quis quebrar a televisão só porque eu conhecia a atriz que atuava em um filme, depois de três meses ficou grávida, e continuou bebendo desbragadamente, em uma tarde enquanto eu dormia bebeu sozinha uma garrafa de cachaça dessas de alambique de péssima qualidade, no dia seguinte sofreu um aborto espontâneo, continuou bebendo, mas ai eu comecei a induzi-la a beber só cerveja, o que amenizou a loucura constante que ela vivia, passamos o natal e o ano novo numa boa, enfim eu estava feliz em um relacionamento, em Março de dois mil e sete uma nova gravidez, ela queria tirar , e eu queria ser pai, minha vontade prevaleceu, cuidei muito bem da sua gravidez, ela diminuiu o consumo de cigarro e de bebida, uma cerveja de vez em quando, em Dezembro nossa filha nasceu, com boa saúde, mas a da minha esposa nem tanto, lá no hospital a primeira crise alucinatória, ouviu vozes dizendo que enquanto ela estava no parto, eu trepava com duas morenas que eram nossa vizinhas, e saiu correndo pelas escadarias, quando por fim consegui dete-la ,ela gritou, um segurança me jogou de lado me enquadrando, perguntando se eu era realmente o pai da criança, dúvida que só foi sanada com a chegada da enfermeira e da medica que cuidava dela, suas crises foram aumentando, ela começou a me agredir e ofender constantemente , até que eu fui a um centro psico social e começamos o tratamento rapidamente abandonado por ela, ela continuou com pequena alucinações, até que em uma tarde começou a me agredir e me ofender, eu tolerei por seis horas tapas socos nas costa até que cansado daquilo , dei-lhe um tapa, o corpo dela pendeu para um lado ela tentou recuperar o equilíbrio e caiu para o outro lado, levantou-se e correu para cozinha, pegando uma faca para me matar, me tranquei em um quarto e pedi ajuda a casa vizinha onde minha irmã morava, minha irmã levou a nossa filha, e eu permaneci na casa, pois tinha medo que ela desse tentasse suicidar -se, pela manhã levei-a ao psiquiatra, ela retomou o tratamento e ficou bem depois de alguns meses, tão bem que a psiquiatra, retirou a resperidona e ela abriu uma nova crise agora só pensando em se matar fumando um cigarro atras do outro diante uma porta fechada
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