quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

O Tal Messias

O sol era forte, mesmo sendo tarde o calor inclemente me levara ao bar do Zé Preto para uma cerveja bem gelada, o movimento fraco pois as empresas não tinham despejado seu funcionários para o pit stop da cachaça noturna, Zé estava sentado do lado de fora do balcão numa preguiça que vem depois do almoço sua radiola tocava vaquejada coisa da sua terra natal no sertão bahiano, o um unico cliente se apoiava no balcão prostado diante sua cachaça seu nome, até então para mim era Messias mas o até então se altera devido a conversa que segue a minha entrada no bar
- Ai Zé, como vai o molho?
-Tá foda João, o dinheiro sumiu, tá uma paradeira geral.
- Eu que o diga meu irmão ja corri uns trinta quilometros fazendo cobrança e só ganhei promessas para daqui dois dias.
-Sei como que é meu caderno ja tem pendura de três meses e nada ja tô cortando todos os fiados.
- É Zé tá foda, mas salta aquela breja gelada para tirar a quiaca desse calor
- É prá já
O Zé trouxe uma breja vestida de noiva na temperatura certa para refrescar aquele dia de cão passado dentro de um carro velho andando pelas quebradas da minha cidade, fazendo cobrança de aluguel, o que mais fodia era as porras das escadas, a cidade era morro atrás de morro e cosequentemente escada atrás de escada. meu joelho velho detonado no futebol ardia, a roupa empapada em um suor ácido, sorvi o primeiro gole e neste foi o primeiro copo enchi novamente dei um gole que bateu na metade e entabulei uma nova conversa
- To precisando ver o Salsicha , pois o filho da puta fez uma bosta de trampo em uma casa e a velha que que eu pague um novo pedreiro.
- Faz tempo que eu não vejo esse cara, sumiu.
- E pior que eu nem sei o o nome do cidadão, para tentar puxar um telefone ou um endereço
- Eu Tambem não sei não
- Porra Zé tem uns caras que eu conheço a mais de trinta anos e só sei os apelidos nem o primeiro nome certo eu sei, tem o Porungaba, Paçoca, Tição, Pagodinho, Rato, Galango, Piruska, mas não sei o nome de ninguem só o apelido, até de você, te chamo de Zé Preto mas não sei o seu nome, e nem sei por que Zé Preto se tu é branco,
- João meu nome é Zé Antônio, e Zé Preto e porque eu era vigilante noturno e só andava de preto ai era o Zé de preto para lá Zé de preto para cá e no final ficou Zé Preto, mas eu tambem fico nessa, eu tenho um monte de clientes que e só apelido, nem tem como saber, por exemplo o Messias aqui a gente sabe que o nome dele é Messias por que Messias é nome.
nessa Messias entra com um forte sotaque mineiro e já destrincha a observação do Zé sobre seu nome.
- O Zé, Meu nome num é Messias não, Messias é Apelido Meu Nome é e Dino, Dino da Cruz.
o Zé lançou um olhar de Zé eu eu cai na risada.
- Então seu nome não é Messias ? inconformado o Zé perguntava
- Num é não Zé, é Dino
E na curiosidade eu perguntei o porque desse Dino, pois isso sim que era apelido ele falou que o seu pai quando saiu para batiza-lo a sua mãe falou o nome que era para por no menino mas o porra do velho encontrou uns amigos que queriam mais é um motivo para beber, e um bom motivo era o nascimento de um filho de um amigo, beberam até quase a hora limite do cartório fechar, quando o velho chegou em frente a escrevente nem se lembrava mais do nome que era para colocar no menino, buscou na mente enovoada pela cachaça e nada saia de lá pensou em colocar o seu nome acrescido de filho , mais dois Galdinos na cidade ele achou demais então teve a idéia de colocar só parte do seu nome Gal era nome de mulher, então ficou Dino, mas a familia nunca o chamou pelo nome de registro e sim pelo nome que sua mão queria o tal de Messias

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